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Como a Radiação Ultravioleta Causa o Fotoenvelhecimento da Pele


Postado em 30/01/2020

Tags: raios UV raios ultravioleta fotoenvelhecimento


O que é radiação UV?

Radiação ultravioleta ou radiação UV são ondas eletromagnéticas com comprimentos de onda menores que a luz visível. São classificadas em 3 tipos: UVC, UVB e UVA.

A radiação UVC é a mais energética, porém com baixo poder de penetração, fica retida logo na camada de ozônio da nossa atmosfera. A camada de ozônio é essência à vida, pois se os raios UVC chegassem a superfície terrestre com a mesma intensidade que são propagados pelo sol, provavelmente não haveria vida na terra.

A radiação UVB por sua vez, tem média energia e média penetração. Ela atinge a superfície terrestre e tem capacidade de penetrar na nossa pele até a junção dermo-epidérmica. Assim, ela atravessa toda a epiderme, atingindo os queratinócitos e melanócito. A Radiação UVB é capaz de matar nossas células, especialmente o queratinócitos, fato esse chamado de eritema. Portanto, a radiação UVB está intimamente relacionada com o carcinoma baso-celular.

A radiação UVA tem baixa energia e um grande poder de penetração na pele. A UVA não tem energia suficiente para matar as células, mas consegue atingir até o tecido subcutâneo. Por sua baixa energia, a Radiação UVA é capaz de ionizar moléculas formando o Radicais Livres (RL) na matriz extracelular da pele. Esses radicais livres formados serão os principais responsáveis pelo fotoenvelhecimento da pele.

 

 

Como a radiação UV danifica a pele?

A radiação UVB por ser mais energética, tem a capacidade de matar as células. Além disso, essa capacidade depende do tempo de exposição e do fototipo de pele do indivíduo. Ao ser agredido o queratinócito sinaliza o melanócito, através de mediadores intercelulares, que começa a produzir melanina e enviar para o citoplasma do queratinócitos, no sentido de proteger. Além disso, a melanina tem ação antioxidante e possui em sua estrutura química grupos cromóforos que absorvem a radiação UV dissipando na forma de calor. Esse estímulo ao melanócito, quando constante e persistente, pode levar a distúrbios da pigmentação da pele como o melasma.

Já a radiação UVA está mais intimamente relacionada ao foto dano, pois tem a capacidade de ionizar moléculas no citoplasma e na matriz extracelular. Essas moléculas ionizadas (RL) precisam urgentemente se estabilizar por meio de ligações químicas com outras moléculas. Ao fazerem isso elas acabam danificando essas moléculas.

Os RL podem se ligar as fibras de colágeno promovendo micro lesões em sua estrutura química e assim essas proteínas vão perdendo a capacidade de preenchimento da derme, consequentemente flacidez. Se o alvo for a proteína elastina, a pele perde a capacidade de voltar a sua forma normal, resultado: rugas.

Mas o principal afetado por essa avalanche de Radicais Livres, sem sombra de dúvidas é o Fibroblasto. Essas células e a responsável por produzir colágeno e Elastina, Glicosaminoglicanas entre elas o Ácido Hialurônico, renovar a matriz extracelular. Além disso, os RL podem se ligar as membranas citoplasmáticas do fibroblasto, causando danos que levam a célula a diminuir sua atividade ou até mesmo involuir a fibrócito, com baixa capacidade de metabolismo.

Resultado menos ácido hialurônico produzido, menos água retida no tecido, pele desidratada.

O resultado é cumulativo e os danos são observados ao passar dos tempos.

  • Flacidez
  • Discromias (manchas)
  • Rugas
  • Desidratação
  • Pele sem brilho e vividez

 

 

Uma das maneiras de prevenir o fotoenvelhecimento é o uso de bons protetores solares. Mas devemos ficar atentos quanto ao poder de proteção de cada produto. Devemos lembrar que o fator FPS indica apenas proteção contra a radiação do tipo B. Para que um produto proteja contra UVA ele tem que especificar o PPD em sua embalagem. Pelas regras da ANVISA o PPD de um produto tem de ser no mínimo 1/3 do valor de FPS. Assim quando você for adquirir um protetor solar com FPS 30 o PPD deve ser no mínimo 10. Em conclusão, isso garante uma proteção eficaz contra a radiação UV.

 

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Referências Bibliográficas

NETTO, M.P. Gerontologia: a velhice e o envelhecimento em visão globalizada. São Paulo: Atheneu, 2005. 

OLIVEIRA, A.L. Curso de estética. v. 2. São Paulo: Yendis, 2008. 

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PEREIRA, D. A. et al. Envelhecimento normal. Seminários de integração sobre os aspectos morfofuncionais, de clínica médica e de saúde pública. Florianópolis: UFSC, 2004, p. 14-76. 

RIEGER, M. Envelhecimento Intrínseco. Cosmetics & Toiletries (ed. português), v. 8, n. 4, 1996.


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