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Mitos e Verdade sobre o Ácido Retinoico


Postado em 25/09/2018

Tags: ácido retinoico vitamina A ácida revivescimento rugas ácido tretinoína transcrição nuclear fibroblasto Retinol Retinaldeído Lipossomas de tretinoina


            Atualmente tem-se lançados muitos ativos cosméticos para tratamento de rugas e linhas de expressão, com promessas milagrosas e em pouco tempo de tratamento. Porém poucos ativos têm performance comparável ao do ácido retinóico, há tempos usado no tratamento de melasma e no rejuvenescimento da pele.

            O ácido retinóico ou vitamina A ácida, também conhecido como tretinoína, é um dos ativos cosméticos mais estudados de todos os tempos para o tratamento para rejuvescimento da pele. Atua tanto como despigmentante, diminuindo a formação da melanina no melasma, quanto melhora a renovação das células da epiderme, dando uma aparência mais viva na pele.

            O ácido retinóico também estimula a síntese de fibras de colágeno e elastina, agindo como fator de transcrição nuclear, nas células da derme, tal qual o fibroblasto. O fibroblasto é a principal célula presente na epiderme e é responsável por produzir e renovar a matriz extracelular, onde estão as fibras de colágeno e elastina.

            O ácido retinóico também é capa de aumentar o turn over (renovação celular) na epiderme, o que pode levar uma descamação no início de tratamento em peles mais sensíveis. O ácido retinóico também promove a formação de novos vasos sanguíneos, ajudando a nutrir e fornecer as células da matriz extracelular.

            Existem algumas formas disponíveis no mercado derivados diretamente do ácido retinóico. É importante lembrar que o ácido retinóico é único e tido como a referência nos tratamentos, todos os demais ativos são derivados direto ou indiretamente desta molécula. Exemplos:

  • RETINOL: é o álcool do ácido retinóico, com bem menos efeitos que o ácido;
  • RETINALDEÍDO é o aldeído do ácido retinóico, metabólito intermediário no metabolismo do álcool retinol, é um precursor direto do ácido retinóico, que quando aplicado na pele se converte em ácido retinóico;
  • LIPOSSOMAS DE TRETINOINA: É o ácido retinóico envolto em um lipossoma, que é uma camada lipídica que tem o propósito de melhorar a permeação na pele;

            É muito comum o aparecimento de eritema, vermelhidão na pele, após o início do uso de ácido retinóico, porém pode não ser sinais de alergias. Esse eritema tende a sumir com o uso frequente e prolongado, porém se acompanhado de ardência e dor, o uso deve ser suspenso ou ser utilizado em dias alternados.

            A maioria dos fototipos de pele, são indicadas para utilização do ácido retinóico, peles oleosas, fotoenvelhecidas, acnéicas, morenas. Uma medida que deve ser sempre observada, é a foto sensibilização, ou seja, a pele fica mais sensível a ação da luz do sol, podendo intensificar o eritema local. Portanto todos os pacientes devem obrigatoriamente utilizar o fotoprotetor.

            Para uma melhor resposta da pele, o tratamento com tretinoína deve ser feito diariamente, sempre acompanhado de um profissional especializado e habilitado a trabalhar com essa molécula.

            O ácido retinóico pode ser adquirido isoladamente ou na forma associadas a outras moléculas, tais como: hidroquinona, ácido kójico, hidrocortisona, etc. Pode ser comprado em drogaria ou manipulados em laboratórios de manipulação farmacêutica.

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